Se notarmos a imagem, existem fios presos às
mãos do violonista, a cabeça baixa e o plano de fundo um tanto desagradável,
por ser tratar de algo maravilhoso como a arte da música.
Mas venho aqui hoje, olhar tal imagem de
forma diferente, deixando de lado a música e trazendo-a (imagem) para a nossa vida cotidiana.
O mundo hoje anda em fila indiana por todos
os lados. Todos estão indo para onde o sistema quer, e, alguns acham que não,
mas se repararmos bem, fazemos tudo pensando nas consequências que isso pode
trazer para nossas vidas. Trabalhamos porque temos que comprar nossas roupas,
sapatos, celulares, computadores, carros, imóveis, cuidar da família. Foi
instalado algo, como: Compro, pois trabalho para isso. Se você não tem um
celular moderno, você é um desatualizado tecnologicamente! Se você não usa
roupa da moda, você está fora dos padrões! Se você não tem uma tekpix, você não
tem a melhor câmera do Brasil! E por ai vai, ou seja, a todo momento “eles”
querem que nós façamos o que “eles” desejam.
A TV (a mais comum), aliada a outras
empresas, diga-se de passagem, são "amiguinhos”, que vendem imagens de
alguns produtos, como, operadoras de telefonia, bancos revolucionários,
computadores que conseguem até limpar a bunda do usuário, a porra da internet
3G nem funciona direito e já estão fazendo propaganda da 4G, puta que pariu!
Como dizia Humberto Gessinger,
"Propaganda é a arma do negócio". Ele está errado? Não! A propaganda
hoje é, para mim, o meio mais forte de se vender o "peixe", cabe a
nós pararmos pra pensar o que tal consumismo irá acrescentar ou facilitar em
nossa vida, como cidadãos que lutam por um país de boa qualidade na educação,
na saúde, no esporte, na economia, dentre outras.
Agora
olhe para a imagem novamente e perceba: as cordas amarradas às mãos do
violonista, as cordas, são as nossas "amiguinhas" trabalhando em
conjunto para que nós toquemos a música que eles querem ouvir.
Agora
pergunto a vocês, o problema está “neles”, ou em nós que somos cidadãos?
Ou
aprendemos a tocar o instrumento ou deixamos que eles toquem por nós!
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